domingo, 15 de maio de 2011

GRANDE MESTRE PEIXINHO


Mestre Peixinho – Marcelo Azevedo GuimarãesAv Rainha Elisabeth 499/602, Rio de Janeiro, RJ, CEP 22081-030Tel 21- 99537523 - Email: peixinho1@globo.com Mestre Peixinho nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1947. Iniciou a capoeira em 1964, entrando para o grupo que veio a ser denominado Grupo Senzala, em 1965, sendo um de seus fundadores. Participou do torneio Berimbau de Ouro em 1967, 1968 e 1969. Ministrou aulas de capoeira na UFRJ de 1973 a 1980, na UERJ de 1979 a 1983. Participou de exibições e shows no teatro Municipal (1971) e Sala Cecília Meireles (1969), Festival Internacional na Ilha de Reunion (1977), Projeto Brasil em Preto e Branco, durante seis meses na Europa, em 1987, organizador dos primeiros encontros europeus de capoeira a partir de 1987 e dos Encontros Escandinavos de Capoeira, a partir de 1990. Atualmente Mestre Peixinho coordena um extenso grupo de professores que ensinam em diversas cidades brasileiras, européias e americanas do norte.

sábado, 14 de maio de 2011

13 de maio - Cidade de Santo Amaro Celebra os 123 da abolição formal da escravatura

Foto: Welton Araújo/Agência A TardeFoto: Welton Araújo/Agência A Tarde

Roberto Mendes integra a programação comemorativa de Bembé do Mercado

Por Daiane Souza

Para celebrar a liberdade, é realizado todos os anos, desde 1889, no município de Santo Amaro da Purificação (BA), o Bembé do Mercado. Após 123 anos da primeira festa em comemoração à abolição da escravatura, a manifestação continua ganhando corpo e celebrando as lutas populares contra o cativeiro, a repressão e a discriminação sofridos pelos negros.

Mais que uma festa, o Bembé do Mercado constitui-se, hoje, em movimento de afirmação dos descendentes de africanos escravizados. Incorporada ao calendário cultural do País, a iniciativa tem forte cunho religioso e evidencia o vigor das manifestações culturais de matriz africana, reafirmando-as como elementos de resistência dos povos negros.

BATALHA – Apesar da abolição, os negros do Recôncavo Baiano enfrentaram, ainda em 1888, uma grande batalha: assegurar a liberdade de todos os “treze de maio”, como eram pejorativamente chamados os oficialmente libertos, uma vez que muitos foram mantidos escravizados, ao tempo em que seus ex-senhores pressionavam as lideranças parlamentares a revogarem a Lei Áurea.

Contra represálias e proibições das lutas em favor dos negros pelos barões e pela polícia, milhares de pessoas se reuniram no Mercado de Santo Amaro para “bater Candomblé”, no dia 13 de maio de 1889. O encontro ficou conhecido como Bembé do Mercado e a ele foram incorporadas outras manifestações tradicionais, como o Maculelê, a Capoeira, o Lindroamor e a Burrinha.

FESTIVAL – De acordo com Rejane Pieratti, representante do terreiro Ilê Oju Onirê, que coordena o grande encontro, as manifestações dos municípios de Santo Amaro, Acupi e Itapema (todos pertencentes ao Recôncavo Baiano) vão além da reprodução de costumes ancestrais. “São populações negras que carregam tradições culturais evidentes. É um verdadeiro festival de cultura popular”, afirma.

Rejane diz que o que caracteriza os municípios é o fato de serem culturalmente ricos, havendo uma grande preocupação em manter os costumes, por parte dos jovens. Hoje, o Bembé agrega manifestações populares de todo o País, especialmente das áreas rurais do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, evocando a luta contra a escravidão e consolidando valores importantes da cultura afro-brasileira.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira, participa da agenda do Bembé do Mercado, integrando a mesa de abertura do dia 14 de maio, junto à ministra Luisa Bairros, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), e a Martvs das Chagas, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação.

Programação

11 de maio
03h da madrugada – Alvorada de fogos de artifícios
07h – Café da manhã na Praça do Mercado
19h – Capoeira, samba de roda, maculelê e outros grupos
20h – Abertura do Bembé dentro do Barracão

12 de maio
9h às 18h – Encontro de comunidades quilombolas
19h – Capoeira, samba-de-roda e maculelê
20h – Candomblé do Barracão

13 de maio
19h – Capoeira, samba de roda e maculelê
20h – Banda Samba da Gente, Banda Dissidência e Banda Coisa de Pele

14 de maio
18 h – Lançamento do livro A Tradição do Bembé do Mercado, de Jorge Veloso
19h – Capoeira, maculelê e lindroamo
21h – Candomblé no Barracão
00h – Show de Roberto Mendes
02h – Show Marisélia e os Coisinhos

15 de maio
10h – Entrega do presente na praia de Irapema
A partir de 10h – Apresentação de Samba de Roda
12 horas – Almoço para 300 pessoas

segunda-feira, 9 de maio de 2011

13 de Maio – Dia de reflexão para os afro-brasileiros em todo o País


sexta-feira, by Suzana Varjão

Foto: Joceline Gomes/FCPFoto: Joceline Gomes/FCP

Parque Quilombo dos Palmares, um símbolo da resistência negra à escravidão

Por Joceline Gomes e Suzana Varjão*

Celebrado nacionalmente, o 13 de maio é uma data controversa do calendário de lutas do movimento negro brasileiro. O dia marca a assinatura da Lei Áurea, que determinou a libertação de todos os escravizados no País. Mas é comemorado com reservas, por não contemplar o protagonismo dos negros e das negras durante o processo que culminou na abolição formal da escravatura.

Eventos por todo o País estimulam a discussão sobre o que a abolição representou na vida dos afro-brasileiros e os motivos para celebrá-la. O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, participará de uma vasta programação durante a semana em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, contribuindo para as discussões.

RESISTÊNCIA – A Lei Áurea é, incontestavelmente, um marco histórico, pois impulsionou a libertação dos cerca de 800 mil negros mantidos no cativeiro no Brasil em 1888. Mas é indiscutível também que a abolição formal não resolveu questões essenciais para promover a real inclusão dos ex-cativos na sociedade brasileira – ponto das reflexões propostas pelo movimento negro.

A resistência dos escravizados, o grande número de fugas e a construção de centenas de quilombos indicavam que o sistema escravista estava prestes a ruir muito antes de 1888. Revoltas como a dos Malês, do Queimado e dos Alfaiates demonstravam o descontentamento das diversas camadas da sociedade, sobretudo, das populares, com o regime.

PALMARES – Uma das mais contundentes manifestações de resistência dos negros escravizados foi a criação do Quilombo dos Palmares – o maior da América Latina. Fundado pela princesa congolesa Aqualtune, mãe do lendário Ganga-Zumba, foi instalado na Serra da Barriga, no município de União dos Palmares, no estado de Alagoas.

Criado no final de 1590, o Quilombo tornou-se um Estado autônomo, resistindo por quase cem anos aos ataques holandeses, luso-brasileiros e de bandeirantes paulistas e agregando negros e indígenas que fugiam do trabalho escravo. Em 1695, Palmares foi totalmente destruído, um ano após a morte de Zumbi dos Palmares, seu líder, no dia 20 de novembro.

20 DE NOVEMBRO – A data é comemorada em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra, por afirmar o papel ativo dos negros e negras durante o longo e sangrento processo que resultou na emancipação desse segmento social. A data é um contraponto ao 13 de maio, no qual a simbologia dominante é a de uma princesa branca concedendo a negros escravizados, submissos e passivos o bônus da liberdade.

O que se questiona é que a Lei Áurea não foi seguida por medidas efetivas para promover a integração social dos ex-cativos, abandonados à própria sorte. Após mais de 300 anos de sistema escravista, os quase 800 mil libertos não tinham para onde ir, o que comer, ou onde trabalhar, restando-lhes outra longa e sofrida jornada de combate à discriminação, à repressão e à miséria.

MARCOS LEGAIS – A Lei Áurea, assinada em 1888 pela princesa Isabel, foi a primeira legislação produzida em benefício da população negra, mas demonstrou-se insuficiente na promoção dos direitos dos afrodescendentes. Somente 123 anos depois, outro marco legal foi instituído, na perspectiva de saldar a dívida histórica deixada pela escravidão e sua incipiente abolição.

O Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288, de 20 de julho de 2010) e a mobilização do movimento negro pelas cotas raciais em universidades e concursos públicos têm contribuído significativamente para a diminuição das desigualdades ainda provenientes do período escravocrata, e têm gerado benefícios reais para a população afro-brasileira.

Por todos esses motivos, o dia 13 de maio é uma data de reflexão, na qual devem ser discutidos os avanços e retrocessos da luta pela inclusão dos negros e negras nos espaços de cidadania desde a abolição formal do sistema escravista. Confira abaixo alguns dos marcos legais estruturados para combater o racismo e garantir os direitos dos povos descendentes de africanos escravizados no País.

____________________
*Colaborou Daiane Souza

Constituição Federal/1988

A Carta Magna registra, nos “Princípios Fundamentais” e nos “Direitos e Deveres Individuais e Coletivos”, respectivamente, o “repúdio ao terrorismo e ao racismo” e que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”. Foi a primeira Constituição da República a estabelecer a prática como crime.

Lei 7.716/1989 (Lei Caó)

Em vigorar há 20 anos, a Lei 7.719/1989, conhecida como Lei Caó, classifica o racismo como crime inafiançável, punível com prisão de até cinco anos e multa. Porém, a penalidade ainda é pouco aplicada. A maioria das condenações abriga o pagamento de indenizações e multas.

Lei 12.228/2010 (Estatuto da Igualdade Racial)

Depois de tramitar por quase uma década pelas duas casas legislativas do País, o Estatuto da Igualdade Racial foi sancionado pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, constituindo-se num marco da luta em defesa dos direitos de cerca de 90 milhões de pessoas. Com 65 artigos, é um instrumento legal que busca a correção de desigualdades históricas.

Lei 3.708/2001 (Cotas raciais)

A lei que passou a ser aplicada no Vestibular de 2002 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) instituiu o sistema de cotas para estudantes autodeclarados negros ou pardos, reservando a este segmento um percentual de 40% das vagas das universidades estaduais do Rio. A Universidade de Brasília (âmbito federal) também adotou o sistema, e colocou o assunto no centro do debate nacional, aumentando o número de estudantes negros na rede pública de ensino superior do País.

Fontes: Blogs do Planalto, Rede escola e Marcilio.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

8º FESTCAPOEIRA

Salve a todos!
Já estamos ensaiando na 106 sul para o evento FESTCAPOEIRA!
Esse ano vai acontecer o reconhecimento a Mestre do Ricardo Bom Sorriso.
Com isso convido a todos vocês a ajudar nessa ação nas terças e quintas para ensaiar e vadiar na roda de capoeira.
Axé e vamos conversando!
Fiquem com Deus.

--
Alex Rocha - 9978 6357
Mestre Alex Carcará
Prof. Ed. Física - CREF/DF-0013
Conselheiro do CREF7/DF
Professor Carcará - Escolinha de Voleibol Carcará - Clube Vizinhança nº1 - 108/109 sul - Brasília - DF
Presidente da Liga Metropolitana de Capoeira do DF - ligametropolitanadf@gmail.com
http://alexcarcara.blogspot.com/
http://www.youtube.com/alexcarcara

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Capoeira no Guará e Secretaria de Educação


“Você cresceu problema seu, eu não cresci é problema meu, meu pai era pequeno e minha mãe também, por favor, não me critique, eu não critico ninguém”

Gigante, o melhor tocador de berimbau do mundo

Saravá a todos educadores do povo, atores sociais, protagonistas da revolução pela educação, fomentadores dos saberes da nação brasileira.

Nós da Regional de ensino do Guará, estamos encerrando neste primeiro semestre, o ciclo de encontros (educação popular) com o curso sobre a história da capoeira. Mas antes, gostaria de fazer uma pequena retrospectiva das nossas primeiras ações.

Agradecendo infinitamente aos palestrantes: Professor Cláudio Queiroz (Mestre Cláudio Danadinho), camarada que deu o pontapé ao movimento no I encontro, Professor Luiz Renato (Mestre Luiz Renato), com sua fundamental participação no II encontro, Professor Luiz Eduardo (repórter e capoerista Luizão), amigo de profissão e de ação, sempre em defesa da educação popular e seus educadores, o Preletor Paulo Cesar, mensageiro da paz . Axé aos quatro, minha gratidão e humildemente ofereço minha força sempre que desejarem. A capoeira me trás vigor, confiança, mas trouxe também a oportunidade de ser sensibilizado com a sabedoria dos camaradas supracitados. Oxalá ilumine seus caminhos.

São tantos mestres, graduados e alunos que passaram por aqui nestes três encontros, agradeço e reverencio cada um. Obrigado a Deputada Rejane Pitanga, ao Deputado Roberto Policarpo, a Deputada Érika Kokay, ao Senador Paim, ao Grupo M.O.S.C.A,a ao Mestre Tabosa, ao Mestre Skysito, ao Mestre Paulão, ao Mestre Gilvan, ao Mestre Dionizio, Mestre Igor, ao Mestre Alex Carcará, ao Mestre Baleado, ao Mestre Huguinho, ao Contra Mestre Geléia, ao ao Contra Mestre Lambão, ao Mestando Tony, Mestrando Caxixi, ao Mestrando Toco, ao Mestrando Mancha, ao Toninho Guerreiro e aos capoeristas: Bruno Gomes, Renata Parreira, Simone Araujo, Emerson da silva, Marta Pepita, Fagner F. de Sousa, Chiquinho, André Felipe, Régis Silva, Diego Araújo, Osmar Antonini, Elehn Lúcia, Fabricio Borges, Pixote, Moacir, Professora guerreira Neide Rafael, Vice-Diretor Paulo Cezar, Diretor Eustáquio, Diretora Verônica Erika Goulart, Vanessa S. Oliveira, Pedro R. Fontes, Angela Amoras, Diego Araújo, Gabriella AlenCastro, Marco Aurélio Braga, Marta Pinto, Marco Castilho, Cristiano Agripio, Eliane Rosa, Fábio Ferreira, Edimilson Brandão, Capite. Agradecimentos à Diretoria: Zeca, Luciana, Livia, Antônio Carlos, Adriane e os demais camaradas do NMP, a Subsecretária de Direitos humanos e diversidade, aos alunos do CED04, todas as orientadoras educacionais do Guará, a Regional de Ensino de Santa Maria. Viva a todos os camaradas, as portas da Regional de ensino do Guará estão abertas para os senhores. Por gentileza, se o nome de algum participante não foi mencionado peço minhas sinceras desculpas.

No III encontro tivemos percussão, roda de capoeira, poesia, palestra sobre a paz com o Preletor Paulo Cezar que emanou luz a todos, apresentação do Grupo M.O.S.C.A, e a palestra em defesa da educação popular pelo Professor Luiz Eduardo, "bate palma para ele, o menino é bom". Os protagonistas palestrantes do III encontro fizeram excelentes participações, para contato liguem na DRE/Guará( 3901-6657) e forneceremos o telefones.

Agradeço também as forças do bem, não visíveis que sempre orientaram os nossos trabalhos. O ciclo do primeiro semestre se concluiu, mas a ação não se encerra. Como disse a Mãe Stella: “A fruta só dá no tempo”...

Axé, quilombola Álisson Rafael

terça-feira, 3 de maio de 2011

Genealogia da capoeira! SHOW .(

http://capogens.appspot.com/html/index.html

na busca coloque Alex e entre em Alex Carcará

Muito legal! .(

Novos Mestres da ABADA capoeira

XIIIe jogos Europeus 2011

Reconhecimento de Mestres Morcego e Charm do ABADA Capoeira!

Axé


Mestre Artur Emidío


Morreu um grande mestre de capoeira!


HOJE, 02 DE MAIO DE 2011, O RIO DE JANEIRO PERDE SEU GRÃO MESTRE MAIOR, MESTRE ARTUR EMÍDIO FEZ SUA PASSAGEM E DEIXA SAUDADES EM TODO O RIO DE JANEIRO. VAI PARA DEUS MESTRE! BOM RETORNO. NOSSO AXÉ!



Mestre Artur Emídio ainda é lenda v
iva da Capoeira, arte que conheceu em todas as suas dimensões. Foi aluno de mestre Paizinho, outro personagem lendário da região de Ilhéus e Itabuna. Estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde ajudou a introduzir a Capoeira e conheceu grande sucesso. Considerado o Mestre dos Mestres do Rio de Janeiro.
Nome: Artur Emídio Sobrenome: De OliveiraData de Nascimento: 31/03/1930 Cidade: Itabuna (BA) - BrasilNaturalidade: BrasileiroGrupo de Capoeira: Escola de Capoeira Artur EmídioGráu: Cordel Branco (Grã Mestre)Tempo de Capoeira: 69 anos
Artur Emídio de Oliveira nasceu em Itabuna, sul da Bahia, em 31 de março de 1930.Morava com os pais, fazendeiros, numa casa modesta da então "Rua Direita", no bairro do Pontalzinho.Começou a praticar a Capoeira quando tinha apenas sete anos, com Mestre Paizinho, Teodoro Ramos, discípulo do Mestre Neném, de origem africana. Paizinho às seis horas da manhã ia diariamente acordá-lo para treinar. O Mestre conta sobre essa época: "a prática da Capoeira era proibida. Treinava-se no alto dos morros, nas vielas, à
noite e sempre escondido. Muitas foram as vezes que o meu Mestre foi preso. Mas no dia seguinte a fiança era paga, e ele saía. E, de noite, voltava a ensinar Capoeira, praticada por amor! É ... naquele tempo era assim: bastava gingar. Gingou ia preso! Mas já a praticavam comerciantes, estudantes, universitários, gente pobre e gente rica!"Quando completou 15 anos de idade seu mestre faleceu.Mestre Paizinho foi uma figura misterioza sobre a qual se criaram diversas histórias, inclusive sobre sua morte. Segundo Artur Emídio, ele morreu de "morte morrida", atacado por meningite, mas até hoje há quem se refira à sua morte "heróica". Há quem conte, que nas noites enluaradas de Itabuna e Ilhéus, que ele tentou voar do alto de um coqueiro utilizando folhas de palmeiras como asas, como fez Ícaro na Grécia Antiga. A experiência terminou na sua queda e morte.Ainda adolescente, Artur Emídio deliciava platéias de circos e parques de diversões de Itabuna com programas de "luta livre", que se constituíam em demonstrações de habilidade nas artes marciais ainda pouca conhecidas e, principalmente, na arte da Capoeira.Com 23 anos (1953) sai de Itabuna para São Paulo, a fim de lutar contra Edgar Duro, lutador de Luta Livre. E sagra-se vencedor!Em 1954 vai ao Rio de Janeiro para lutar contra Hélio Gracie, lutador de Jiu-Jitsu. E o empate é o resultado da luta!O Mestre Artur Emídio é o precursor da Capoe
ira do Rio de Janeiro.Em 1955 se mudou para o Rio de Janeiro com sua família, naquela época segundo Mestre Artur a única capoeira que existia no Rio de Janeiro era do Mestre Sinhozinho, uma capoeira que não existia ritmo, não tinha berimbau, pandeiro, atabaque, somente tinha luta. Mestre Artur Emídio conta: "Na academia de Sinhozinho o que rolava era pancadaria e esse não era meu tipo de ensinar a capoeira".Nesta época Sinhozinho e Artur foram convidados para fazer uma apresentação de capoeira no exército, os alunos de Sinhozinho entraram de sunga metendo soco um na cara do outro, um coisa horrivél longe das raízes da capoeira, já os alunos de Artur jogaram capoeira, foi um sucesso.Nos ringues, enfrentou lutadores de primeira linha, como Rudolf Hermany, Robson Gracie, Carlos Coutinho (da Bahia), Carbono (do Rio) e Edgar Duro (de São Paulo). Enfrentou, com sucesso, alguns alunos do Mestre Bimba que cruzaram seu caminho.Seu primeiro aluno foi Djalma Bandeira, companheiro de viagens ao exterior, com quem o Mestre se aprimorava na Capoeira. Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira, realizada através de viagens a cerca de 20 países. Exibiu-se, também, para o ex-Presidente Getúlio Vargas, em Salvador: "... quando os berimbaus pararam, o ex-Presidente levantou-se e veio cumprimentar-me: 'parabéns rapaz. Esse é um esporte verdadeiramente brasileiro! E você sabe praticá-lo!', foi o que me disse então o ex-Presidente."Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira, realizada através de viagens a cerca de 20 países. Artur Emídio formou muitos alunos entre eles os mestres: Celso (Engenho da Rainha), Mendonça (criador dos cordéis) , Paulo Gomes (falecido, fundador da ABRACAP), Vilela.Uma artrose no joelho esquerdo o impossibilita de continuar jogando e ensinando Capoeira. Continua, porém, em permanente contato com o Mundo da Capoeira e profere palestras sobre a Cap
oeira, seus fundamentos e sua História: "Mestre Bimba e Mestre Pastinha já morreram, mas eu não, quando eu puder voltarei a dar aula, tenho muita coisa para ensinar que nunca vi ninguém fazer."

terça-feira, 26 de abril de 2011

Participe da 3a. Conferência de Cultura do DF



http://www.sc.df.gov.br/?sessao=conteudo&idSecao=605&titulo=III-CONFERENCIA-DE-CULTURA-DO-DISTRITO-FEDERAL

Como forma de propor estratégias para o fortalecimento da cultura e iniciar um processo de construção de um novo marco legal para a gestão das políticas públicas de cultura e a inovação nas políticas culturais no DF, a Secretaria de Cultura convocou a 3ª Conferência de Cultura do DF para os dias 29,30 de abril e 1º de maio de 2011. A proposta visa estabelecer um novo padrão de relação com a sociedade, os movimentos culturais e artísticos, de maneira democrática, participativa e republicana.



Sob o mote “Cultura: Memória e Invenção”, o Lançamento da 3ª Conferência de Cultura do Distrito Federal aconteceu no dia 15 de fevereiro, no Museu da República abrindo o calendário das Conferencias Regionais e Setoriais. O processo se inicia já no dia 26 de fevereiro na cidade de Samambaia e se estende até o dia 17 de abril. Participarão do processo consultivo e deliberativo as 30 Regiões Administrativas e 14 Setoriais.



O processo de discussão acontecerá em dois momentos. O primeiro acontecerá nas chamadas Conferências Regionais de Cultura nas 30 Regiões Administrativas e as Conferências Setoriais, que realizarão os encontros por área de atuação cultural.



As Pré-conferências apontarão prioridades para o Plano de Cultura 2012/2013 nas suas regiões e setores e contribuirão com o Plano de Cultura do Distrito Federal do mesmo biênio a ser aprovado na 3ª Conferência; elegerão seus Conselhos Regionais e Setoriais de Cultura e elegerão delegados (as) para a 3ª Conferência.



O Segundo momento acontecerá entre os dias 29 de abril e o dia 1º de Maio, com a realização da 3ª Conferência de Cultura do Distrito Federal. Este promete ser um grande momento de discussão e de pactuação da Secretaria de Estado da Cultura com a sociedade, o movimento cultural e a classe artística, na elaboração e consolidação de políticas públicas para a cultura do Distrito Federal.



Esse processo busca consolidar as Políticas Públicas Culturais, uma política de Estado para o Governo do Distrito Federal, com os princípios da cultura como Direito Fundamental, de forma diversificada, descentralizada e com acesso democratizado ao fomento, bens e serviços, em suas três dimensões: simbólica, cidadã e econômica.



EIXOS DE DISCUSSÃO DA 3ª CONFERÊNCIA DE CULTURA DO DF

A - Diversidade, Descentralização e Democratização
Descentralização das Políticas Públicas de Cultura
Promoção de Políticas Integradas (educação, meio ambiente, juventude, etc.)
Valorização da Diversidade e da Cultura local
Políticas Culturais para Inclusão Social e Acessibilidade


B - Economia da Cultura
Cadeia produtiva (criação, circulação e distribuição de bens e serviços culturais)
Políticas Culturais Integradas (turismo, comunicação, educação, ciência e tecnologia, agricultura, moda, gastronomia, designer, artesanato, micro e pequenas empresas e economia solidária).
Fomento e Incentivo (Financiamento, Fundos e Lei de Incentivo)


C - Patrimônio Cultural e Arquitetura
Políticas de Preservação, Proteção e Promoção do Patrimônio Cultural Material e Imaterial o Distrito Federal
Sistema de Museus do Distrito Federal, Centros de Memória e Arquivos do Patrimônio Cultural Material e Imaterial
Políticas de Educação Patrimonial


D - Formação e Intercâmbio Cultural
Políticas de Fruição e Formação de Público
Políticas de acesso à qualificação e formação de agentes culturais
Promoção de Intercâmbio Cultural (nos âmbitos nacional e internacional)
Incentivo às Redes Culturais (fóruns, associações e outros)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Secretaria de Cultura e a programação do aniversário da cidade

Brasília é uma bela senhora que no próximo dia 21 de abril celebra 51 anos. E para um momento tão especial, que revela toda a maturidade da cidade, a Secretaria de Cultura (Secult) em parceria com outras Secretarias do Governo do Distrito Federal está montando a programação cultural que fará parte das comemorações do aniversário de Brasília.


E para festejar seus 51 anos, a cidade será homenageada por àqueles que trouxeram a cultura do Brasil e fazem daqui a capital de todas as culturas. Circo, teatro, músicas, dança e atrações infantis farão parte das comemorações. Serão 17 dias de festas com a realização de espetáculos em Brasília (na Esplanada), e nas cidades históricas Gama, Planaltina, Vila Planalto, Taguatinga, Candangolândia e Núcleo Bandeirante.


O primeiro passo para a construção da festa é o lançamento, pela SeCult, do “Edital de Chamamento Público” para a seleção de shows musicais, espetáculos de teatro, dança e circo, que acontecerão de 15 de abril a primeiro de maio.


A programação deste ano tem como objetivo maior a participação dos artistas da cidade. Será destinado, aproximadamente, R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) para se contratar 150 atrações locais que contemplarão cerca de 1.200 artistas da cidade.

Esta iniciativa faz parte das 13 metas anunciadas, na posse do Secretário de Cultura, para o início da gestão da pasta. Demonstra a transparência na gestão e a participação ativa dos artistas no processo de construção da política cultural de Brasília.


Mas a festa, também, contará com a presença de artistas nacionais. “A Secretaria de Cultura e o Governo do Distrito Federal estão buscando parcerias, convênios e patrocínios para trazer artistas nacionais no aniversário de Brasília”, explicou o Subsecretário de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, José Delvinei.


As inscrições para participar do Chamamento Público estão abertas de 23 de março a seis de abril. Poderão participar do processo seletivo músicos, bandas, grupos de teatro, hip hop, circo e cultura popular com residência comprovada no Distrito Federal.


As propostas serão avaliadas por duas comissões de avaliação que será composta por três membros convidados da Secretaria de Cultura.

O resultado será publicado no dia 11/04 no site www.sc.df.gov.br .

terça-feira, 5 de abril de 2011

Lei Orgânica da Capoeira

30 de Setembro de 2010










O candidato a deputado distrital Evandro Garla (10123) deu o pontapé inicial para a criação da Lei Orgânica da Capoeira. Nesta quarta-feira, 29, ele se reuniu com os principais Mestres do Distrito Federal para debater sobre o assunto.

Ao lado do Mestre Squisito, ele apresentou aos outros Mestres os objetivos e principais pontos a serem abordados no projeto e abriu o debate enfatizando que a idéia principal é focar o capoeirista. "Sem o capoeirista, a capoeira não tem força, ela não existe”, comentou Evandro.

O Mestre Ssquisito destacou durante a reunião que a lei é de inclusão. "Não podemos mais excluir ninguém. Estamos aqui para criar uma sistemática de trabalho para que o Congresso Nacional possa entender a Capoeira. Organizar os conteúdos, separar as questões e os vários seguimentos desta atividade, mapear ações, de maneira que possamos incluir toda a diversidade da Capoeira, sem deixar nenhum capoeirista de fora", destacou o Mestre Squisito.


O grupo presente, Mestres e Contra Mestres, aprovaram a proposta da lei. Além do Mestre Squisito (Grupo Terreiro Capoeira), estavam presentes na reunião:

- Mestre Tabosa ( Capoeira Mestre Tabosa);
- Mestre Luís Renato ( Grupo Beribazu);
- Mestre Zulu ( Centro Ideário de Capoeira);
- Mestre Paulão
- Mestre Alex Carcará
- Mestre Amendoim ( Grupo Senzala);
- Mestre J. Bamberg ( estudioso, não tem grupo);
- Mestre Bida (Arte Regional Capoeira);
- Mestre Baleado (Gingado Capoeira);
- Mestre Clelton (Capoeira Mestre Robertão);
- Mestre Pitter (Capoeira Mestre Robertão);
- Contra Mestre Chico ( Fundação Internacional de Capoeira Angola);
- Contra Mestre Geléia ( Centro Poliritmico de Capoeira);
- Instrutor Popeye ( Centro Cultural Quintal das Artes);
- Aluno graduado Barros (representando o grupo de capoeira N'golo);
- Aluna graduada e Jornalista Márcia Lameu (representanto o grupo de capoeira Mestre Jomar);

Um conceituado estudioso da cultura nacional, o Mestre J. Bamberg, realçou que esta Lei deve ser vinculada à nossa Carta Magna, de forma que possamos identificar a capoeira dentro da própria Constituição Federal.

O Contra Mestre Chico, representante da Capoeira Angola no Distrito Federal, destacou a necessidade de expandir essa discussão por todo o Brasil." Não podemos discutir sobre as problemáticas e necessidades da Capoeira apenas no âmbito do Distrito Federal", enfatiza.
Evandro Garla, que é Secretário Nacional do PRB, se comprometeu em levar essa discussão para a Frente Parlamentar em Defesa da Capoeira, através do presidente da Frente, o deputado federal pelo PRB/BA, Márcio Marinho, e assim, promover uma discussão nacional sobre o assunto.


"Mas é preciso criar uma espécie de rascunho da lei para que possamos sair da discussão e formular algo sólido", replicou Mestre Squisito.
Segundo os dois que caminham juntos, Evandro e Squisito, uma nova reunião deve acontecer, visto a necessidade de ampliar o contexto da lei para outros capoeiristas.


Na sexta-feira, 1º de outubro próxima, Evandro deve se reunir com o Mestre Cláudio Danadinho e Mestre Adilson, que não puderam estar presentes.

O grupo de capoeiristas que participou desta primeira reunião também confirmou presença

quarta-feira, 30 de março de 2011

Fórum Permanente da Capoeira e Sec. de Cultura do GDF









Há algum tempo os capoeiristas do DF estão se mobilizando para estabelecer caminhos mais eficientes para nossas demandas. Isso se reflete nos constantes encontros com o Governo Federal para discutirmos e finalizarmos os direcionamentos do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo a Capoeira, este lançado pelo Ministério da Cultura.

No contexto do DF estabelecemos como prioridade aumentar o diálogo com a Secretária de Cultura. Isso significa esclarecer como estão o cenário atual da capoeira na região, nossas demandas, nossas potencialidades e com isso poder usufruir melhor das ações geridas por esta Secretaria.

Neste sentido marcamos a audiência com o secretário de cultura e uma comissão de capoeiristas avançarmos em nossos objetivos.

  1. Cenário da capoeira no DF;
  2. Políticas públicas do DF;
  3. Ações conjuntas em prol do desenvolvimento da Cultura da Capoeira.
Entre as reivindicações da comunidade de capoeira ao secretário pedimos uma cadeira no Conselho de Cultura do Distrito Federal. Hoje não temos representando da capoeira!

Pedimos também os projetos para "as praças de capoeira" e também o "Centro de Excelência de capoeira". Fomos muito bem recebidos pelo secretário. Agora é trabalhar e organizar a comunidade da capoeira do DF. Já temos projetos para o aniversário de Brasília.
Axé e fiquem Deus.

Mestre Alex Carcará

sexta-feira, 18 de março de 2011

Capoeira nas Escolas - Regional do Guará II

Foi muito bom pessoal!
Vamos prestigiar no 3º encontro!
Salve e Axé

Prezados diretores, coordenadores, professores, grafiteiros e capoeiristas


É com muita alegria que o Núcleo Pedagógico do Guará convida toda comunidade para participar do II encontro de educadores da cultura da Capoeira e do Grafite. O encontro será no dia 18 de março de 2011, às 9 horas, sexta-feira, na Diretoria de Ensino do Guará, QE 38 área especial "D". Participem!

Neste encontro teremos a participação como palestrante do Mestre de Capoeira e Doutor em sociologia, Professor Luiz Renato. Segue abaixo o resumo da palestra e breve currículo do palestrante e em anexo o texto: Desafios Contemporâneos da Capoeira de autoria do Professor Luiz Renato.


CAPOEIRA, TRADIÇÕES E IDENTIDADES

A sociedade brasileira vem, nos últimos anos, reconhecendo cada vez mais a importância da capoeira em seus diversos aspectos. Tal fato tem se refletido na edição de legislação que menciona a luta e a cultura brasileira de matriz africana e destaca sua relevância para a educação e a promoção cultural no país. Exemplos são a Lei n. 10.639, de 2003, e o Estatuto da Igualdade Racial (Lei n. 12.288, de 2010). O papel de destaque da capoeira nas ações do Estado Brasileiro na área da cultura se consolidou com o Registro como Patrimônio Imaterial, em 2008. É, hoje, consensual entre praticantes e educadores que o ensino da capoeira não pode ocorrer sem a valorização de suas raízes culturais e de sua ancestralidade. Esse cenário, entretanto, coloca alguns temas importantes para reflexão, como o do resgate das tradições e da identidade da capoeira. De que identidade estamos falando? Sendo a capoeira uma manifestação cultural rica e complexa, presente em diferentes regiões e em diversos estratos sociais, em alguns casos temos uma identidade difusa, que se molda à história local e à prática social dos grupos que dela se apropriam. Esse é um debate importante em um momento em que a capoeira se consolida como ferramenta educacional. Incumbe aos capoeiristas e educadores protagonizar a discussão, registrando suas experiências e seus aprendizados em trabalhos comunitários. O propósito da palestra consiste em estimular essa atitude e incentivar a participação.


Luiz Renato Vieira é sociólogo e especialista em políticas públicas e gestão governamental. Mestre em sociologia e doutor em sociologia da cultura. Dedica-se ao estudo da capoeira, em perspectiva histórica e sociológica, desde a década de 1980. É autor do livro O Jogo da Capoeira - corpo e cultura popular no Brasil e de diversos artigos científicos e de divulgação cultural. Mestre de capoeira, pratica a arte-luta desde o final da década de 1970. Consultor Legislativo do Senado Federal na área de cultura, tem colaborado com diversos órgãos do Goveno Federal na formulação de políticas públicas relacionadas à capoeira. É coordenador do Projeto Comunitário Centro de Capoeira da UnB. E-mail mestreluizrenato@uol.com.br


Atenciosamente,
Equipe Núcleo Pedagógico da DRE-Guará

FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA CAPOEIRA

















Vídeos
Deputado Marcio Mari

http://www.youtube.com/watch?v=28v11NlR9Xo&feature=related

Deputado Marcio Mario - Defesa da Capoeira

http://www.youtube.com/watch?v=tMSLWj5L-CM&feature=autoshare

terça-feira, 8 de março de 2011

Romantismo, paciência, paixão, ousadia, força, fé
meiguice, amor, sedução, vaidade, sensualidade, elegância, charme
sensibilidade, e muitas outras coisas.

Lembre que você é uma guerreira e mulher!

8 de março

Dia Internacional da Mulher.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quem não pode com mandinga, não carrega patuá!

Os Mandingos (em mandingo: Mandinka) hoje em dia são um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental, com uma população estimada em 11 milhões.





Mandando pelos amigos Mestre Huguinho e Mestrando Gaguinho!

Muito bom!

:: Quem não pode com mandinga, não carrega patuá! (por Júlia Albernaz)
A frase título deste texto sempre me intrigou! Sempre quis saber o seu porque, uma vez que, num primeiro momento, ao ler a frase, tendemos a interpretar a palavra mandinga como “feitiço, despacho, mau-olhado, ebó”, como bem define o grande folclorista Luis da Câmara Cascudo em seu “Dicionário do folclore brasileiro”. Se fôssemos nos basear nesse significado, porém, o mais lógico seria pensarmos que, se uma pessoa não pode com mandinga, ou seja, com feitiço, é melhor que ela carregue um patuá, para se proteger, certo?
Na frase em questão, entretanto, o significado de mandinga é outro, a palavra se refere ao indivíduo de um dos maiores grupos étnicos da África ocidental, os Mandingas ou Malinke. Por sua proximidade geográfica com os árabes, os mandingas acabaram se tornando muçulmanos e aprendendo a se comunicar em árabe, dominando fala, leitura e escrita. Eram, ainda, muito bons em matemática.
Com o desenvolvimento do tráfico negreiro, grande parte dos mandingas veio parar no continente americano. Nas Américas, por dominarem o árabe e serem melhores em matemática do que os brancos, os mandingas passaram a ser vistos como feiticeiros. Afinal, na cabeça dos brancos, como poderiam simples escravos dominar a língua de outra cultura e ainda possuírem conhecimento matemático? Só podia ser algo sobrenatural! Assim, mandinga virou sinônimo de feitiço. Por suas habilidades e cultura, os mandingas passarem a ter privilégios em relação aos outros negros. Podiam, por exemplo, carregar trechos do Alcorão, livro sagrado da religião muçulmana, guardados em pequenos invólucros de pele de animal, pendurados no pescoço. Esses invólucros contendo trechos do Alcorão eram chamados de patuá e eram marca registrada dos mandingas.
Como os mandingas se tornaram muçulmanos, tinham Alá como Deus e Maomé como profeta, não aceitando quaisquer outros tipos de crença. Assim, os escravos que cultuavam os orixás eram vistos como rivais pelos mandingas. Os senhores de escravos, para estimular essa rivalidade entre os negros, davam aos mandingas cargos de confiança, como o de capitão do mato. Assim, muitas vezes, os mandingas eram responsáveis por capturarem os negros fujões.
Quando um negro tentava fugir, além de se preparar para ter que utilizar a capoeira para se defender, pendurava um patuá em seu pescoço, para que, quando fosse abordado por um mandinga, ele pensasse se tratar de um dos seus e não o perseguisse.
Os mandingas, entretanto, ao se depararem com um suposto negro fujão, tinham o hábito de abordá-lo em língua árabe. Assim, se o negro fujão, mesmo “disfarçado” de mandinga devido ao uso do patuá, não soubesse responder em árabe, seria identificado e capturado pelo mandinga, sendo, ainda, vítima de sua fúria.
Assim nasceu a expressão: Quem não pode com mandinga, não carrega patuá!
Fontes:
CASCUDO, Luís da Camara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 5ª ed., Itatiaia, Belo Horizonte, 1984.
LIMA, Mano. Dicionário de capoeira. 3ª Ed., Conhecimento Editora, Brasília, 2007.
TRINDADE, Diamantino Fernandes; LINARES, Ronaldo Antônio. Iniciação à Umbanda vol. 2, Editora Madras, 2008.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA CAPOEIRA


sessão na Câmara dos Deputados

É uma grande oportunidade da capoeira estar no legislativo. Na "casa do povo". Foi instalada a Frente Parlamentar em Defesa da Capoeira. Os Deputados: Márcio Marinho - Presidente, Acelino Popó - Vice-presidente, Jonatan de Jesus - Tesoureiro, Arnaldo Farias de Sá - Secretário, Luiz Alberto - 1º Secretário, Cleber Verde - Secretário e Evandro Garla. Tiveram agregando as fileiras diversos deputados como Érica Kokay e Jorge Pinheiro.

Alguns Mestres de capoeira também falaram a plenária:
Mestre Squisito falou sobre a ação e também sobre a Lei Orgânica da Capoeira. Mestre Paulão falou sobre a Frente Parlamentar e a capoeira e sobre o Conselho Regional de Educação Física. Contramestre Minhoca (Luiz Cláudio), discípulo de Mestre Cobra, explanou sobre a vivência do capoeira na parte cultural e social na periferia. Eu Alex Carcará, mostrei a plenária sobre estatísticas da capoeira, falando que a cerca de mais de 152 paises com a capoeira, temos 6 milhões de praticantes no Brasil e 300 mil fora do brasil. Temos as instituições oficiais de capoeira como Federação Internacional de Capoeira, Confederação Brasileira de Capoeira, Fundação ABADA, Liga volta ao Mundo, ABPC, Liga Muzenza e etc. E Como Conselheiro do Conselho Regional de Educação Física também mostrei ao Deputado Acelino Popó que umas das ações do CONFEF é a de resgatar os capoeiristas que já eram professor que já atuava na área antes da promulgação da Lei 9.696/1998 e que pela constituição federal já te o perfil de professor que é o direito adquirido e o sistema CREF/CONFEF já tem o professor provisionado e está na Lei da Educação Física. Falei que temos Lei novas para a capoeira que é a capoeira como Patrimônio Imaterial do povo Brasileiro e o Estatuto da Igualdade Racial. A professora Keyla falou sobre capoeira, sobre a religiosidade e sobre o CREF. A Capoeirista Mutante teve como fala entre outras mostrar a comunidade da capoeira assim destaco:
Estamos buscando a criação de uma Lei Orgânica com o objetivo de organizar a nossa arte/cultura, focando apenas a bandeira da CAPOEIRA, sem intervir em questões como unificação da capoeira, no tocante a graduações, nem nada disso. A discussão gira em torno de buscar uma política pública para Capoeira. Um dos objetivos é buscar o direito do Mestre de Capoeira a ter sua previdência social, sua aposentadoria.

Venho até os senhores pedir que estudem mais a nossa capoeira, se preocupem mais, dê importância ao que você pratica. Caso não tenha entendido o que é uma frente parlamentar, do que realmente estamos buscando, mesmo que não goste de política, procure sanar suas dúvidas, pesquise, converse que não seja por você, mas pela Capoeira – ela precisa de você!!!

Você Capoeirista de Brasília e do Entorno, possui uma acessibilidade muito maior de ir ás sessões na Câmara dos Deputados. Hoje na sessão havia poucos capoeiristas em relação ao número de capoeiristas que se encontra em qualquer roda. A situação é séria, o benefício é para A CAPOEIRA, para todos nós. A Capoeira pede ajuda de vocês. Os legisladores estão dispostos a trabalhar em prol da capoeira, mas se nós Capoeiristas não nos mobilizarmos, nada será construído.

Estavam entre outros: Mestres Luiz Renato, Igor, Paulão, Alex Carcará, Bira Berimbau, Washington, Baleado, Chocolate, Mafú e ainda Geléia, Popeye, Quixaba, Minhoca, Keyla, Mutante, Faraó e etc.