quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Profissional do ano 2013 - Categoria Lutas - Mestre Alex Carcará




Galera,
Com orgulho e respeito a todos, comunico que esta aberta à votação ao Prêmio Profissional do Ano Capital Fitness 2013. 
Estou concorrendo na categoria Lutas. 
A votação é simples, acesse 
http://www.brasiliacapitalfitness.com.br/Concurso_Voto.aspx 
Qualquer pessoa pode votar e todos os dias.
Sõ TOP 3.
Preciso da força de vocês.
Vivo a CAPOEIRA!

1 - Clique no link!
http://www.brasiliacapitalfitness.com.br/Concurso_Voto.aspx
2 - Procure a última categoria - LUTAS
3 - MARQUE O CÍRCULO DO LADO DO MEU NOME
4 - digite seu email, no espaço determinado para validar o voto,
E pronto, obrigado pelo voto!

O voto é diário e computado pelo seu email...pode votar todo dia =)
Salve e fiquem com Deus.
Alex Charles Rocha
Mestre Carcará


Dia 17 de agosto
Centro de Convenções Ulisses Guimarães em Brasília

quinta-feira, 11 de julho de 2013



Morreu a enciclopédia da capoeira!

Morreu o historiador da nossa capoeira. Frede Abreu!
Um legado da nossa capoeira.
Trabalhou em vários livros como: . O “A.B.C. da capoeira Angola” foi um livro organizado pelo nosso grande pesquisador da capoeira – Frede Abreu, a partir dos manuscritos deixados por Noronha, e se tornou um grande legado para todos aqueles que pretendem saber mais sobre esta arte-luta, e de tudo aquilo que estava ao seu entorno. capoeira e seus personagens, a política e seus políticos, festas populares, economia, repressão policial, história do Brasil, são alguns assuntos abordados por este grande mestre da capoeira em seus manuscritos, que posteriormente à sua morte, Frede Abreu transformou em livro, como forma de perpetuar essa memória.


Vá com Deus amigo da capoeira!
Axé
Vá para aruanda.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Resgatando o maculelê



Resgatando o Maculelê
Ah, se os tambores falassem... E quem disse que não falam? Pare, preste atenção: em sua batida hipnótica, ruflam lamentos, festejos e cantos que a história não conta.

Além dessa mensagem subjetiva, que vai depender da sensibilidade de cada um, é importante pesquisarmos cada vez mais o nosso folclore. Isso, para que nã se descaracterize e não se perca, através dos anos e da criatividade excessiva de seus representantes, sua essência e raiz.

O quê? Como? Onde? Por quê?

Há, sobre tudo que se relacione ao maculelê, muitas contradições. Pesquisadores e folcloristas não entraram em acordo quanto às origens, às características, aos vestuários, às formas e, até mesmo, quanto ao vocábulo maculelê.
Acompanhe algumas opiniões:
“(...) até hoje tudo quanto se sabe sobre o maculelê é por ter sido ouvido ou tido por alguém, muito velho, que guardou alguma recordação, quase sempre confusa ou contraditória. Nada há escrito na forma de depoimento sobre como seria dançado o Maculelê nos seus primórdios. Nem mesmo Bulcão Vianna, que muito escreveu no princípio do século sobre as festas de Santo Amaro, fez menção a um folguedo que pudesse ser identificado como Maculelê. Não obstante, depois que o Maculelê se popularizou, lá pelos anos 60, surgiram, como por encanto, muitas lendas sobre a origem do folguedo, lendas reconhecidamente forjadas pelos que têm necessidade de inventar para sobreviver. Quem tem boca diz o que quer – ensina um velho refrão”.
(H. Vianna, Maculelê, A Tarde, Salvador, 1966) (1).

O texto do jornalista Antônio Monteiro (O Maculelê na Arena Folclórica, a Tarde, Salvador, agosto de 1966) revelava as contradições. Segundo a matéria, alguns acreditavam ser o maculelê, assim como a capoeira, uma luta criada pelos escravos para se defenderem dos brancos. Outros diziam que o maculel~e não passava de uma diversão dos negros africanos.
Ao defender a tese de que o maculelê surgiu com os escravos bantos, estudiosos utilizam como importante documento a cantiga “Louvor da Conceição”. Nos versos: “Nós somos pretos da Cabinda de Luanda”...
Em Pequena História do Maculelê, diz Plínio de Almeida: “Convém notar que a cantiga não diz: ‘Nos somos pretos da Cabinda’, mas sim, com o máximo de rigor explicativo: ‘Nós somos pretos da Cabinda de Luanda’. A precisão geográfica da cantiga é marcante, a fim de que não se confunda Cabinda, povoação do Distrito de Luanda, na Província de Angola, perto de Quibala, com a outra Cabinda, território de outra tribo, muito entranhada no sertão africano oriental, na Província de Moçambique, também terra de negros bantos”.
A já citada Hildegardes Vianna, uma das grandes pesquisadoras sobre o assunto, diz acreditar no maculelê, “até se provar o contrário, como um fragmento do cucumbi (dança de característica dramática, em que os negros utilizavam pedaços de madeira roliça), este último variante dos Quilombos, Congos, Congadas e Ticumbis, consistindo e um préstimo com um pequeno enredo e bailados guerreiros, em que o centro de interesse é a luta entre um rei negro e um rei indígena”.
No indispensável Ôlelê Maculelê, Emília Biancardi escreve: “Conta-se até que, quando um escravo queria fugir, uma roda de maculelê era imediatamente formada por seus companheiros, com a finalidade de distrair os feitores e facilitar a evasão, o que bem demonstra a popularidade e a aceitação do folguedo na zona rural (...) Em pesquisa de campo por mim efetuada em Santo Amaro da Purificação, os informantes foram, todavia, unânimes na afirmativa de não ser o folguedo um fragmento do antigo cucumbi, dizendo que ambos existiam na mesma época, havendo o primeiro desaparecido, enquanto o maculelê, embora com numerosas modificações, teria conseguido subsistir. Naquela área, o cucumbi ou cacumbi estaria ligado, segundo os informantes mais idosos, aos festejos de São Cosme e São Damião. O maculelê, por sua vez, está vinculado às festas em louvor a Nossa Senhora da Conceição”. E concluiu: “podemos concluir que o maculelê tem origem africana e que, a exemplo de outras manifestações artísticas do negro, sofreu forte influência local e adaptações culturais no decorrer dos anos. (...) Não obstante sua aparência guerreira, não se pode dizer, entretanto, com absoluta precisão, que se tratava de uma manifestação de revolta dos negros escravos contra os senhores brancos, consoante estimam alguns escritores, nem afirmar, sem margem de erros, que se tratava, apenas, no decorrer dos séculos dezoito e dezenove, de mero folguedo. Acredito, porém que, como tantas outras expressões culturais africanas, o maculelê caracterizava-se, sobretudo, como um divertimento de escravos e seus descendentes, sobressaindo seu aspecto, já acentuado, de dança dramática”.(2)


“A Flô de Jurema”

Conforme alguns pesquisadores, o maculelê, além da incontestável raiz africana, teve também grande influência indígena.
Exemplo disso é a música “A Flô de Jurema”, cantada nas demonstrações maculelê. Segundo Teodoro Sampaio (O Tupi na Geografia Brasileira), “jurema” é uma bebida fermentada feita do suco de vegetal Acácia Jurema, planta de regiões nativas. Se ingerida em grande quantidade, provoca alucinações. Esta bebida é comum nos candomblés de caboclos da Bahia, “que constitui uma variante indígena do candomblé, com forte influência das nações Genge e Angola.” (2)


Popó Ressuscita o Maculelê

“Era Popó que de manhã
Abria a rua no trole aberto
Ele era a rua em tom maior
Trazia o Sol guardava a Lua
Seu assovio desenhava minha rua num traço só...”
(Caetano Veloso)


Maculelê é Dança ou é Luta?
“E eu separo? Maculelê é dança e luta ao mesmo tempo, defesa e ataque misturado ao ritmo nego (...)”
(trecho do livro Maculelê, de Maria Mutti)

Se não fosse por Paulino Aloísio Andrade, mestre Popó, talvez o maculelê tivesse desaparecido definitivamente.
Logo após a abolição da escravatura, as apresentações de maculelê nas festas de fevereiro, em Santo Amaro da Purificação, foram diminuindo até que, por vários anos, deixaram de ser realizadas.
Em entrevista a Maria Mutti, Popó conta como recomeçou o folguedo e fez “o MACULELÊ conhecido na Bahia inteira e, por conseguinte, no Brasil”. Diz ele: “os pretos velhos já tinham muito tempo de morte, do grupo só restou eu, porque era muito moço na época em que eles dançavam. Devia ser 1944 quando resolvi reunir meus filhos, parentes e vizinhos para ensinar o brinquedo (maneira como se referia ao Maculelê). Ensinando a eles, tomei gosto e botei o maculel~e na rua de Sto. Amaro pela primeira vez no dia 2 de fevereiro (dia tradicional para o maculelê, que todo ano sai às ruas ...) e dança no adro da Igreja da Purificação em homenagem à Virgem Santa, que é mãe de todos nós. Daí por diante, o povo gostou e pedia o maculelê na rua. Mesmo quando não tinha timão (roupa) tudo igualzinho, a gente dançava com a roupa do trablaho mesmo”. (3)
Filho de mãe escrava, Popó diz ter aprendido o maculelê entre dez e doze anos de idade, com escravos Malês, “livres, já não tinha mais escravidão nessa época. Eles se reunião à noite, me lembro bem de João Olelá, Tia Jô e Zé do Brinquinho. O ano direitinho não sei, mas sei que foi tempos depois da escravidão, eles já eram livres. Mas quem botou o brinquedo na rua fui eu mesmo”. (3)
No início da década de 40, Popó resolveu ensinar aos amigos e parentes o folguedo. Então, depois de muitos anos, no dia dois de fevereiro, Santo Amaro da Purificação assistiu a uma apresentação de maculelê. O grupo de Popó ficou conhecido como Grupo de Maculelê de Santo Amaro.
“Recomeçou, efetivamente, a partir dessa época, o interesse popular pela dança, quer com a apresentação de Popó nas festas religiosas da cidade, quer com a ida a Santo Amaro de caravanas de turistas e estudiosos para assistirem às apresentações do Grupo santo-amarense, quer com as frequentes exibições do Mestre e seu conjunto em Salvador, a convite dos órgãos municipais ligados ao turismo”.(2).


Indumentária

Conforme pesquisas realizadas em Santo Amaro, a indumentária utilizada por antigos praticantes do maculelê – como Jão de Obá, Zé do Brinquinho, Tia Jô e Barão – era gurita vermelha (touca de ponta), lenço vermelho no pescoço, calça no meio da perna e pés descalços.
Os componentes pintavam o rosto e as partes do corpo que ficavam à mostra. “Dançavam descalços, com os pés pintados com fuligem negra, que se desprende do fundo das panelas usadas nos fogões à lenha, com a qual também eram pintadas as demais partes expostas do corpo. O rosto e a testa eram zebrados com lanhos vermelhos (tinta de semente de urucum pisada), em forma de leque, e os lábios tinham maquilagem exagerada. Alguns figurantes empoavam as cabeleiras encarapinhadas com farinha de trigo”.(2)
As vestimentas variavam de acordo com a situação financeira e a imaginação do grupo. “Muitas apresentações foram feitas com os participantes usando roupas comuns, suadas do trabalho do dia-a-dia”.(3)


Instrumentos

Segundo orientação de Popó, os instrumentos originais para a realização do maculelê são:
Dois ou três tambores (“um para toque de repique e os dois ajudam a dobrar”);
Um agogô;
Um caxixi ou ganzá.
Algumas vezes, também se usavam pandeiros ou violas.


Grimas

As grimas são bastões feitos de madeira que medem entre cinquenta e sessenta centímetros. São usados para simular defesa e ataque e, também, para marcar o ritmo da cantiga. As melhores madeiras para confecção das grimas são biriba, canzi e pitiá. No entanto, Popó ensinava que qualquer madeira que não quebre e produza um bom som pode servir. Segundo seus conselhos, o ideal é que a madeira não seja cortada verde e nem em noite de lua.


Músicas

Em pesquisas realizadas por Emília Biancardi, “no maculelê tradicional, as quadras são tiradas apenas pelo Mestre e repetidas fortemente pelo coro, ao som sempre rijo das pancadas das grimas”. Acompanhe algumas das músicas que compõem a sequência musical:

BOA NOITE PRA QUEM É DE BOA NOITE
“Boa noite pra quem é de boa noite
Bom dia pra quem é de bom dia
A bênção, meu pai, a bênção
Maculelê é o rei das alegrias”.

EU VENHO DE LONGE
Eu venho de longe
Sem conhecer ninguém
Venho colher as rosas
Que na roseira tem.

COMO É SEU NOME
Maculelê
Torna a dizê
Maculelê
Quem não lhe conhece
Maculelê
Venha me conhecê
Maculelê

SOU EU, SOU EU
Sou eu, sou eu, sou eu
Sou eu, maculelê, sou eu
Nóis viemus do Mato Grosso
Somos Açucenas
Das Mata Reá
(...)


Estudiosos do Maculelê

É justo destacar, entre os estudiosos citados nesta matéria, três pesquisadoras de importância inestimável ao nosso folclore. A leitura de seus trabalhos é obrigatória aos que desejam aprender profundamente sobre o maculelê. São elas:

(1) Hildergardes Vianna, professora universitária, folclorista e escritora, desenvolveu grande trabalho sobre a preservação da identidade cultural da Bahia. Diz Emília Biancardi: “Trata-se de pesquisadora que, aliando enorme conhecimento da cultura popular do Estado a um grande amor pela terra natal, desenvolve, sem medir esforços ou sacrifícios, um trabalho sério e criterioso no sentido da divulgação e conservação das tradições que integram a vida das populações baianas”.
Obra: Folclore Brasileiro, Bahia. Rio de Janeiro, MEC/FUNART, 1981. Além de textos escritos em sua coluna no jornal A Tarde, de Salvador.

(2) Emília Biancardi foi professora do Instituto de Educação Isaías Alves. A seu respeito, Hildergades Vianna considera:
“Em lugar das convencionais aulas de teoria e cânticos orgeônicos, ela orientava seus alunos para a pesquisa das manifestações lúdicas de Salvador. Nunca foi uma repetidora do que os outros tivessem dito. Procurou sempre, o quanto possível, aproximar-se da verdade, tarefa um tanto difícil numa cidade como Salvador, que despontava como pólo turístico. Fundou com os alunos um grupo, verdadeiro laboratório de danças, que mais tarde evoluiria para VivaBahia, famoso conjunto parafolclórico com atuação internacional”.
Obra: ôlelê, maculelê – Bahia, 1989

(3) maria Mutti, além de professora e pesquisadora, foi também diretora do Grupo Folclórico Oxalá. Publicado em 78, seu trabalho, intitulado Maculelê, é baseado na entrevista realizada com Popó e seu filho Vavá. Maculelê emociona porque imortalizou as lembranças e opiniões do grande Popó, conservando até sua maneira simples de falar.
Obra: Maculelê, Bahia, 1978

segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 de maio - Abolição da Escravatura - 125 anos



* CRISTOVAM BUARQUE
Há exatos cem anos, saía da vida para a história um dos maiores brasileiros de todos os tempos: o pernambucano Joaquim Nabuco. Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. Apesar da vitória conquistada, Joaquim Nabuco reconhecia: “Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão”, como lembrou na semana passada Marcos Vinicios Vilaça, em solenidade na Academia Brasileira de Letras.

Mas a obra da escravidão continua viva, sob a forma da exclusão social: pobres, especialmente negros, sem terra, sem emprego, sem casa, sem água, sem esgoto, muitos ainda sem comida; sobretudo sem acesso à educação de qualidade.

Ainda que não aceitemos vender, aprisionar e condenar seres humanos ao trabalho forçado pela escravidão – mesmo quando o trabalho escravo permanece em diversas partes do território brasileiro –, por falta de qualificação, condenamos milhões ao desemprego ou trabalho humilhante. Em 1888, libertamos 800 mil escravos, jogando-os na miséria. Em 2010, negamos alfabetização a 14 milhões de adultos, negamos Ensino Médio a 2/3 dos jovens. De 1888 até nossos dias, dezenas de milhões morreram adultos sem saber ler.

Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra da escravidão se mantém e continuamos escravocratas.

Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, conforme a renda da família de uma criança, quanto eram diferenciadas as vidas na Casa Grande ou na Senzala. Somos escravocratas porque, até hoje, não fizemos a distribuição do conhecimento: instrumento decisivo para a liberdade nos dias atuais. Somos escravocratas porque todos nós, que estudamos, escrevemos, lemos e obtemos empregos graças aos diplomas, beneficiamo-nos da exclusão dos que não estudaram. Como antes, os brasileiros livres se beneficiavam do trabalho dos escravos.

Somos escravocratas ao jogarmos, sobre os analfabetos, a culpa por não saberem ler, em vez de assumirmos nossa própria culpa pelas decisões tomadas ao longo de décadas. Privilegiamos investimentos econômicos no lugar de escolas e professores. Somos escravocratas, porque construímos universidades para nossos filhos, mas negamos a mesma chance aos jovens que foram deserdados do Ensino Médio completo com qualidade. Somos escravocratas de um novo tipo: a negação da educação é parte da obra deixada pelos séculos de escravidão.

A exclusão da educação substituiu o sequestro na África, o transporte até o Brasil, a prisão e o trabalho forçado. Somos escravocratas que não pagamos para ter escravos: nossa escravidão ficou mais barata e o dinheiro para comprar os escravos pode ser usado em benefício dos novos escravocratas. Como na escravidão, o trabalho braçal fica reservado para os novos escravos: os sem educação.

Negamo-nos a eliminar a obra da escravidão.

Somos escravocratas porque ainda achamos naturais as novas formas de escravidão; e nossos intelectuais e economistas comemoram minúscula distribuição de renda, como antes os senhores se vangloriavam da melhoria na alimentação de seus escravos, nos anos de alta no preço do açúcar. Continuamos escravocratas, comemorando gestos parciais. Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena.

Somos escravocratas porque, como no século XIX, não percebemos a estupidez de não abolirmos a escravidão. Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. Não ousamos romper as amarras que envergonham e impedem nosso salto para uma sociedade civilizada, como, por 350 anos, a escravidão nos envergonhava e amarrava nosso avanço.

Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra criada pela escravidão continua, porque continuamos escravocratas. E ao continuarmos escravocratas, não libertamos os escravos condenados à falta de educação

.*Cristovam Buarque, é professor da UNB e senador da república.



As leis Abolicionistas

Em 1850, Eusébio de Queiroz motivou a lei contra o tráfico negreiro, entre outras coisas, pelo medo de o grande número de negros ( 3.500.000 para 1.500.000 brancos ) viesse a perturbar a ordem estabelecida. Queiroz chegou a propor a contratação de um exército de mercenários estrangeiros para manter submissos os escravos, pois os soldados brasileiros se recusavam a cumprir tal oficio. Na verdade, boa parte dos escravos estavam se insubordinando.

Em 1823, cantava-se nas ruas de Pernambuco:

Marinheiros e caiados,
Todos devem se acabar,
Porque só pardos e pretos,
O país hão de habilitar!

Em 1821, os pretos ocuparam Vila Rica, após sangrentos combates, declarando sua liberdade e igualdades aos brancos.

Em 1849, em Queimados, Espíritos Santo, 200 escravos tentaram um levante, visando atingir todo o estado.

Lei do Ventre Livre (1871)

Foi nesse ambiente que o ministério chefiado pelo visconde do Rio Branco apresentou o projeto da lei do Ventre Livre em maio de 1871 para a Câmara dos Deputados. Depois de modificada e adaptada aos interesses escravistas, a lei que declarava livre os filhos de escravos foi finalmente aprovada em 1871, por 65 votos a favor e 45 contra. A maioria dos deputados de Minas, São Paulo e do Rio Grande do Sul. Os representantes das províncias do norte e nordeste votaram maciçamente a favor.

Lei dos Sexagenários (1885)

Em 28 de setembro de 1885 o governo imperial promulga a Lei Saraiva-Cotegipe, conhecida como Lei dos Sexagenários, que liberta os escravos com mais de 65 anos. A decisão é considerada de pouco efeito, pois a expectativa de vida do escravo não ultrapassa os 40 anos.

A abolição da escravatura

Em 1888, a Princesa Isabel assinou a lei que abolia a escravidão: A Lei Áurea. Em 13 de maio de 1888, o gabinete conservador de João Alfredo apresenta, e a princesa Isabel assina, a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no país. A decisão, porém, não agrada aos latifundiários, que exigem indenização pela perda dos "bens". Como isso não acontece, passam a apoiar a causa republicana.

Em 1899 partiu o último navio,"Aliança", levando de volta à África um grupo de ex-escravos. Uma criança que seguiu para a África naquele navio, Maria Romana da conceição, chegou a visitar o Brasil em 1963.

A lei Áurea não indenizou os escravos pelo trabalho realizado. Assim, abandonadas à própria sorte, a maioria caiu na miséria da mendicância e vão compor a camada mais miserável das classes populares.

A abolição no Ceará

O Ceará é conhecido pelo cognome de Terra da Luz. Muita gente julga que é devido ao seu forte e claro sol tropical. Nada disso. Esse honroso título, dado por José do Patrocínio, se deve ao fato da então província ter abolido a escravatura antes do Brasil. Na verdade o povo cearense nunca gostou mesmo de escravizar os seus semelhantes e a prova disso é que muitos senhores de escravos libertaram os seus negros ainda antes de 25 de março de l884, data em que, sem dar a menor satisfação a D.Pedro II, o Ceará libertou os seus escravos definitivamente.

Antes, porém, foram promovidas muitas campanhas abolicionistas lideradas por João Cordeiro, líder do movimento abolicionista no Ceará que ao lado dos igualmente bravos Antônio Bezerra e José do Amaral, lutaram para libertar, pelo menos o Ceará, da vergonha da escravidão.

Os lideres sempre tiveram o apoio e o carinho do povo. No entanto, a primeira ação prática e drástica para acabar com a escravatura, foi de Francisco José do Nascimento, até então apelidado por Chico da Matilde e que depois seria chamado de "Dragão do Mar". Francisco José era um mercador de escravos que, depois de convencido pelos abolicionistas, num rompante bem cearense, afirmou que nunca mais embarcaria escravos para o Ceará e nem permitiria que ninguém o fizesse. Isso aconteceu em 30 de agosto de l881. Com a atitude do mercador, tornou-se impossível receber ou embarcar escravos no porto do Ceará. Por esse gesto heróico, Francisco José do Nascimento foi cognominado de "Dragão do Mar", nome que é hoje dado a um centro de cultura e a uma rádio de Fortaleza.

A campanha abolicionista no Ceará ganha a adesão da população pobre. Os jangadeiros encabeçam as mobilizações, negando-se a transportar escravos aos navios que se dirigem ao sudeste do país. Apoiados pela Sociedade Cearense Libertadora, os "homens do mar" mantêm sua decisão, apesar das fortes pressões governamentais e da ação repressiva da polícia. O movimento é bem-sucedido: a vila de Acarape (CE), atual Redenção, é a primeira a libertar seus escravos, em janeiro de 1883. A escravidão é extinta em todo o território cearense em 25 de março de 1884.

Autoria: Rafael Luiz Silva




13 de maio - Abolição da Escravatura - 125 anos
Jornal correio Braziliense - Brasília

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2013/05/13/interna_brasil,365644/correio-volta-a-1888-acompanhe-a-decisiva-sessao-da-abolicao-ao-vivo.shtml






sexta-feira, 19 de abril de 2013

Falecimento - Mestre Camisa Roxa (1944-2013)

Na foto: Mestres, Adilson, Bida, Paulão, Alex Carcará, Camisa Roxa e Itapuã. Ainda estavam lá Pesado, Suassuna, Gilvan e Pombo de Ouro.

A capoeira está de luto, com o falecimento em Salvador do Mestre Camisa Roxa.

Nesta quinta-feira (18/04/13) faleceu em Salvador Edvaldo Carneiro e Silva, mais conhecido na capoeira como Mestre Camisa Roxa, aluno de Mestre Bimba. Era Grão-Mestre da ABADÁ-CAPOEIRA, título vitalício no qual foi escolhido por um conselho de Mestres de notório saber. Sendo esse título o mais alto grau na ABADÁ-CAPOEIRA. Grão-Mestre Camisa Roxa foi um dos capoeiristas que mais divulgou a Capoeira pelo mundo, viajou por mais de 50 países, levando sempre a capoeira como manifestação de arte e cultura brasileira.

Camisa Roxa nasceu em 1944, na Fazenda Estiva, no interior da Bahia. Era o irmão mais velho de uma família de muitos filhos. Com a morte de seu pai, quando tinha 21 anos, Camisa Roxa se tornou responsável pela criação e educação de seus irmãos mais novos, Mestre Camisa na época tinha oito anos de idade. "Ele foi um segundo pai para nós", declara Mestre Camisa. "Sempre foi o ponto de referência para todos, até hoje quando está no Brasil, faz questão de reunir toda família”.

Camisa Roxa começou a praticar Capoeira aos 10 anos de idade, no ano de 1954, como divertimento, o que mais tarde foi copiado por todos os outros irmãos. Na década de 60, foi para Salvador fazer o científico e começou a treinar na Academia de Mestre Bimba, onde se formou e foi considerado o melhor aluno pelo Mestre. Seus irmãos Ermival, Pedrinho e Camisa também se formaram na Academia de Bimba.

O apelido de Camisa Roxa surgiu devido ao fato de que ele sempre frequentava as rodas de Capoeira da Bahia vestindo uma camisa roxa da qual gostava muito. Gostava também de jogar nas rodas de Capoeira tradicional da academia de Mestre Pastinha e nas rodas dos Mestres Waldemar e Traíra na rua Pero Vaz, onde era muito respeitado por sua postura e o grande conhecimento que possuía dos fundamentos da Capoeira.

Camisa Roxa pensava na Capoeira como um todo, reunindo Regional e Angola. "Na verdade, bem poucas pessoas compreenderam a verdadeira intenção de Mestre Bimba", declarava o Grão Mestre. "Primeiro ele ensinava com seu método uma Capoeira alta, mas com o tempo a pessoa deveria aprender a jogar baixo”.

www.revistacapoeira.com.br

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Conselho de Educação Física, Desporto e Lazer do Distrito Federal




Segunda-feira, dia 08 de outubro de 2012, teremos a oportunidade de vivenciar momento especial para o esporte do DF: o início do funcionamento do Conselho de Educação Física, Desporto e Lazer do DF – CONEF/DF. Ato marcado pela cerimônia de posse de todos os Senhores.

Conheci quase todos vocês na entrega da documentação e muitos me questionaram sobre o que era o Conselho e seus aspectos legais. Deste modo, segue em anexo, algumas informações e as Leis que regulamentam o mesmo.

O CONEF/DF foi previsto na Lei Orgânica do DF e criado pela Lei nº 2.625, de 17 de novembro de 2000. O texto na íntegra da Lei Orgânica é:

“ Art.19. Fica criado o Conselho de Educação Física, Desporto e Lazer do Distrito Federal, com estrutura e composição definidas em Lei, baseadas no critério da representatividade, responsável pelo planejamento, normatização, fiscalização e coordenação da educação física, desporto e lazer do Distrito Federal.”

No ano de 2002, por meio do Decreto nº 22.766, de 04 de março, publicado no DODF nº 43, páginas 2 a 7, foi aprovado o Regimento Interno do Conselho.

Depois de todos esses anos, sem nenhuma atuação, e após nova disposição legal, Lei nº 4.879, de 09 de julho de 2012, publicada no DODF nº 135, página 54 e 55, poderemos dizer que o DF ganha uma instância de participação fundamental para a política do esporte.

Gostaria de informar a todos o CONEF/DF terá sede num prédio da SESP localizado na EQS 106/107.

Alex Rocha
Conselheiro do CONEF-DF

PROMULGADA A PEC DO SISTEMA NACIONAL DE CULTURA




Para a comunidade da capoeira
 
Mestre Huguinho,
Caro amigo, segue o texto da PEC do Sistema Nacional de Cultura. É fundamental o acompanhamento do tema e o exercício da cidadania por parte dos nossos camaradas capoeiristas. Se puder divulgar, creio que pode ser útil.
 
Forte abraço,

Mestre Luiz RenatoGrupo de Capoeira Beribazu
Brasília - Brasil
E-mail: mestreluizrenato@uol.com.br
------------------------------------------------------
 
EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 71
 
Acrescenta o art. 216-A à Constituição Federal para instituir o Sistema Nacional de Cultura.
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:
 
Art. 1º A Constituição Federal passa a vigorar acrescida do seguinte art. 216-A:
 
"Art. 216-A. O Sistema Nacional de Cultura, organizado em regime de colaboração, de forma descentralizada e participativa, institui um processo de gestão e promoção conjunta de políticas públicas de cultura, democráticas e permanentes, pactuadas entre os entes da Federação e a sociedade, tendo por objetivo  § 1º O Sistema Nacional de Cultura fundamenta-se na política nacional de cultura e nas suas diretrizes, estabelecidas no Plano Nacional de Cultura, e rege-se pelos seguintes princípios:
 
I - diversidade das expressões culturais;
II - universalização do acesso aos bens e serviços culturais;
III - fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais;
IV - cooperação entre os entes federados, os agentes públicos e privados atuantes na área cultural;
V - integração e interação na execução das políticas, programas, projetos e ações desenvolvidas;
VI - complementaridade nos papéis dos agentes culturais;
VII - transversalidade das políticas culturais;
VIII - autonomia dos entes federados e das instituições da sociedade civil;
IX - transparência e compartilhamento das informações;
X - democratização dos processos decisórios com participação e controle social;
XI - descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das ações;
XII - ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura.
§ 2º Constitui a estrutura do Sistema Nacional de Cultura, nas respectivas esferas da Federação:
I - órgãos gestores da cultura;
II - conselhos de política cultural;
III - conferências de cultura;
IV - comissões intergestores;
V - planos de cultura;
VI - sistemas de financiamento à cultura;
VII - sistemas de informações e indicadores culturais;
VIII - programas de formação na área da cultura; e
IX - sistemas setoriais de cultura.
 
§ 3º Lei federal disporá sobre a regulamentação do Sistema Nacional de Cultura, bem como de sua articulação com os demais sistemas nacionais ou políticas setoriais de governo.
 
§ 4º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão seus respectivos sistemas de cultura em leis próprias."
Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.
 
Brasília, em 29 de novembro de 2012.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Exercícios podem reduzir problemas de pacientes que sofreram AVC


Publicação: 14/10/2012 08:07 Atualização:
O derrame cerebral, nome popular do acidente vascular cerebral (AVC), ocorre subitamente em qualquer idade, sexo ou classe social. Ele é a segunda causa de morte no mundo, responsável por 6 milhões de óbitos a cada ano, e a principal causa de incapacitação devido às sequelas. Problemas cognitivos, como perda de memória e dificuldade de concentração, estão entres as consequências do mal. Desconfortos que, segundo pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, podem ser amenizados pela prática de exercícios físicos.

Seis meses de treino aeróbico aliado a atividades de resistência podem melhorar em até 50% dos casos os problemas cognitivos após o derrame. A atividade física já era conhecida como uma importante aliada na recuperação das funções motoras, também comprometidas pelo AVC, mas é a primeira vez que são estudados os benefícios para o cérebro. De acordo com a médica Susan Marzolin, autora do artigo, o comprometimento cognitivo leve ocorre em até 64% das pessoas que sofrem um derrame e pode aumentar em três vezes o risco de mortalidade após o problema vascular. “Ele também é associado ao aumento das taxas de institucionalização dos pacientes e à diminuição das atividades funcionais diárias. Além disso, o comprometimento cognitivo aumenta o risco do desenvolvimento de demência”, explica Marzolin.

O que a pesquisadora defende é que levantar peso não só melhora a força muscular, assim como caminhar não ajuda apenas no condicionamento cardiorrespiratório. As duas atividades, quando realizadas em conjunto e com frequência, podem também incentivar a neurogênese dos pacientes que sofreram um AVC. Além disso, Marzolin acrescenta que evidências recentes relacionam a atrofia cerebral e o pobre desempenho cognitivo ao aumento da massa gorda em pessoas com início de Alzheimer.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Gestão do Esporte A importância da elaboração dos projetos esportivos para nossa profissão


Alex Charles Rocha
CREF7-DF/G-000013
Há muitos anos que trabalho com projetos de diversas áreas na educação física. Já participei de vários cursos e oficinas sobre o tema. Existem pessoas e grupos muito bons que abraçaram essa profissão para ajudar nossos caminhos e nossas portas abertas para evoluir e trabalhar melhor. Abrir espaços para que o cidadão tenha em sua vida a educação física em todas as instâncias e perfis. Com isso tentarei em pouco espaço falar de um modo objetivo para que se comece a trabalhar com o planejamento e organização dos seus objetivos.
Atuação profissional
Na nossa profissão, temos que ter alguns objetivos para ser um bom profissional. Para isso temos alguns caminhos como:
Utilização de competências para conquistar o emprego; Conquista do emprego e início das atividades profissionais; Utilização de competências para a manutenção do emprego; Manutenção do emprego; Utilização de competências para crescer na carreira e obter sucesso; Crescimento na carreira e obtenção de sucesso.
O que é um projeto?
“Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades interrelacionadas e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de um período de  tempo dados.” (ONU, 1984)
A elaboração de um projeto requer entes de tudo um ambiente adequado para o desenvolvimento das ideias do grupo, requer tempo e paciência para que se possa trabalhar em conjunto, exercitando o respeito e o dom de ouvir o outro.
 A concentração e o espírito de grupo são dois elementos essenciais para se materializar boas ideias.  Além disso, algumas variáveis tornam-se muito importantes neste processo, como a distinção do papel da liderança no grupo, descobrindo que o real líder reconhece os “talentos” individuais de cada participante, ajudando no desenvolvimento da criatividade e participação de todos, criando assim um ambiente de comprometimento com a missão coletiva criando um processo descentralizado. A capacidade técnica é outro fator fundamental para se obter resultados positivos, não adianta  ter excelentes ideias se não há competência para desenvolver uma boa estratégia de como materializá-la. Muitas vezes nossas instituições não contam com especialistas em diferentes áreas, portanto será necessário buscar apoio junto a colegas, a outras instituições ou junto ao próprio financiador. E por fim a criatividade e o  comprometimento são virtudes para que se tenha ao mesmo tempo caminhos criativos para a realização das atividades propostas e comprometimento com o processo que se está criando.
Elaborar projetos é uma forma de independência”.
É uma abordagem para explorar a criatividade humana, a mágica das ideias e o potencial das organizações. “É dar vazão para a energia de um grupo, compartilhar a busca da evolução”. (Kisil R., 2001)
Se falarmos de escolas, é importante que a escola elabore o seu projeto pedagógico para adquirir autonomia, ou seja, descentralização de poderes em relação ao Estado; escola e comunidade a partir dessa descentralização poderão em conjunto dar novo direcionamento a função social da escola. A construção de um projeto político pedagógico é um sinal que a escola e sua comunidade já amadureceram a relação que os une, ou seja, à escola a de prestar bons serviços pedagógicos e ao mesmo tempo expandir seus horizontes frente à comunidade à qual presta serviços e a referida comunidade por participar mais ativamente de forma crítica na luta por melhores condições de ensino e melhoria social.

A elaboração de projetos e uma ferramenta de organização e planejamento. Cada coordenador de suas ideias e objetivos terá sua equipe afiada para competir com o mercado profissional. Com isso, o surgimento da especialização em Educação Física nada mais representa que uma criação do próprio mercado, que exige que este profissional passe, progressivamente a atuar em campos limitados da sua profissão, para dominar, com proficiência e habilidade, os crescentes conhecimentos e recursos de sua profissão, em acelerada evolução. O mercado de trabalho está sempre à frente daquilo que a faculdade pode formar. De maneira geral, todos os profissionais de Educação Física quando entram definitivamente no mercado trabalho, apresentam certa dificuldade, devido à insegurança de inicio de carreira. Cabe a ele ter paciência, determinação, aproveitar as oportunidades e buscar outra visão da sua profissão, para que possam se destacar na área, para que possam ser reconhecidos pelo que faz e para que possam alcançar um padrão de vida melhor através do próprio esforço. E isto que o mercado de trabalho na área de Educação Física deseja.
Bibliografia
KISIL, Rosana – Elaboração de Projetos e Propostas para Organizações da Sociedade Civil. São Paulo. Global, 2001. (Coleção Gestão e sustentabilidade).
KISIL, Rosana - Manual de Elaboração de Projetos e Propostas - Universidade de São Paulo, l995.
KELLEY, Daniel Q. - Dinheiro para Sua Causa - TEXTONOVO. 1995
Paulo Henrique Azevêdo, Dr. e Guilherme Nunes Pereira, Ms. - Grupo de Pesquisa do Laboratório de Pesquisa sobre Gestão do Esporte – GESPORTE. UnB – Unidade de Brasília.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

IX FESTCAPOEIRA Festival de Cultura Afro-brasileira de Brasília



Dia 14 de junho
oficina de capoeira angola
na escola da SQS 106 - 19:00hrs
Dia 15 de junho
Roda aberta - no SESC da 504 sul
18:00hrs
Dia 16 de junho
Batizado e troca de cordas
no Clube Vizinhança
108/109 sul
Apresentações e Folclore
 15:00hrs

Mestre Alex Carcará
Grupo Escola do mundo - 16 anos
alexcarcara@gmail.com

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Capoeira no DF - LEI 4.823 de 27/04/2012




LEI Nº 4.823, DE 27 DE ABRIL DE 2012.
(Autoria do Projeto: Deputado Evandro Garla)
Estabelece as diretrizes e os objetivos das políticas para a capoeira no Distrito Federal.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, FAÇO SABER QUE A CÂMARA LEGISLA­TIVA DO DISTRITO FEDERAL DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 1º As políticas públicas relacionadas à capoeira no Distrito Federal obedecerão às diretrizes e aos objetivos estabelecidos por esta Lei, respeitado o disposto na legislação em vigor.
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, entende-se como atividade da capoeira todas as suas formas de manifestação, seja como luta, dança, esporte, cultura, jogo ou música.
Art. 2º É livre o exercício da atividade da capoeira em todo o território do Distrito Federal.
Art. 3º As políticas voltadas para a capoeira seguirão as seguintes diretrizes:
I – respeito à diversidade de suas formas de expressão;
II – fomento à produção, à difusão e à circulação de conhecimento sobre a capoeira;
III – estímulo à cooperação entre grupos e praticantes da capoeira;
IV – reconhecimento do potencial da capoeira na formação e no fortalecimento da identidade cultural brasileira;
V – respeito à autonomia de grupos e associações da capoeira;
VI – transparência e compartilhamento das informações.
Art. 4º O objetivo geral das políticas de capoeira é estimular, fortalecer e perenizar sua prática e tradição no Distrito Federal.
Art. 5º São objetivos específicos das políticas de capoeira:
I – valorizar os mestres de capoeira;
II – promover a transmissão dos conhecimentos tradicionais ligados à prática da capoeira;
III – contribuir para a inclusão social;
IV – potencializar iniciativas que visem à construção de valores de cooperação e solidariedade;
V – estimular a exploração, o uso e a apropriação de espaços públicos e privados que possam ser disponibilizados para a prática da capoeira;
VI – aumentar a visibilidade da capoeira e ampliar o acesso à sua prática;
VII – promover a diversidade de formas de expressão da capoeira no Distrito Federal;
VIII – contribuir para o fortalecimento da autonomia social dos grupos de capoeira;
IX – promover o intercâmbio entre diferentes grupos de capoeira;
X – apoiar e fomentar a difusão da produção intelectual, acadêmica, cultural e audiovisual sobre a capoeira;
XI – incentivar a prática da capoeira como recurso cultural, lúdico, pedagógico e como atividade física na rede pública e particular, em todos os níveis de ensino;
XII – cadastrar mestres, estudiosos, praticantes, grupos, entidades e instituições públicas e pri­vadas dedicadas à prática, ao estudo e ao ensino da capoeira no Distrito Federal.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 27 de abril de 2012
124º da República e 53º de Brasília
 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Um Dia de Sonho

 Foi muito bom estar com 400 crianças admirados vendo a roda de capoeira. Boa estrutura do colégio Santa Rosa em Brasília. Agradeço aos professores e alunos do Grupo Escola do Mundo por estar nessa ação social construindo um cidadão brasileiro.        Axé a todos

Mestre Alex Carcará



sexta-feira, 30 de março de 2012

Despedida do Mestre Bom Sorriso


Carta aberta a minha comunidade da capoeira.

Venho informar a todos que a partir dessa data de 1 de abril de 2012, o meu amigo Ricardo Fernandez, conhecido na comunidade de capoeira com a alcunha de Mestre Ricardo Bom sorriso,
não irá participar mais do Centro Cultural Escola do Mundo, Grupo Escola do Mundo/Carcará Capoeira.

É um desejo dele que ele possa trilhar um caminho novo e apoio sua vontade. Vai começar um trabalho com o nome Corpo em Movimento!

Só posso mandar para o Mestre Bom sorriso essas palavras.

Até aqui viajamos juntos. Passaram vilas e cidades, muitas rodas de capoeira, cachoeiras e rios... Não faltaram os grandes obstáculos.
Freqüentes foram as cercas, ajudando a transpor abismos...
As subidas e descidas foram realidade sempre presente. Juntos, percorremos retas, nos apoiamos nas curvas, descobrimos cidades...
Chegou o momento de cada um seguir viagem sozinho...
Que as experiências compartilhadas no percurso até aqui sejam a alavanca para alcançarmos a alegria de chegar ao destino projetado.
A nossa saudade e a nossa esperança de um reencontro aos que, por vários motivos, nos deixaram, seguindo outros caminhos.
O nosso agradecimento àqueles que, mesmo de fora, mas sempre presentes, nos quiseram bem e nos apoiaram nos bons e nos maus momentos.
Dividam conosco os méritos desta conquista, porque ela também pertence a vocês.
Uma despedida é necessária antes de podermos nos encontrar outra vez.
Que nossas despedidas sejam um eterno reencontro.
Não esqueça das coisas que eu te ensinei.
Não esqueci dessa casa de capoeira.
Não esqueça do Grande Mestre Chibata.

Axé e fique com Deus!


"Mantenha as suas atitudes positivas, pois suas atitudes tornam-se hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se valores.
Mantenha seus valores positivos, porque seus valores tornam-se o se destinho"
Maharma Gandhi

Mestre Alex Carcará

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Memórias de um dia!















Tem dia que a gente esta mais sensível! Caracá! Ficando sensível. Eita porra!
Bom continuando e narrando a todos sobre as últimas horas.
Domingo com a família e em casa. Emociono-me com as mínimas ações da vida. Vejo o sorriso dos meus filhos e que me chamam de: "Papai eu te amo".
Converso com a minha mulher sobre as coisas que ganhamos com as escolhas de nossa vida e podemos estar juntos ainda.
Continuando a teve e vendo esportes que adoro e amo e escolhi da minha profissão para estar, vejo uma reportagem aonde um menininho cego mostra para nós que a vida e bela e feliz. Mesmo sendo cego, ele vive e ama o time de coração dele. Que massa gente!
Continuando a programação ainda fico maravilhado com o nosso país e as histórias que temos sobre a cultura do negro e as raízes que vem da África e de angola. Aí fico lembrando de todo a história da capoeira! De uma parte gigante da minha vida. De 32 anos que estou na capoeira e lembrando-se da parte que se fala da angola e de Luanda. Eu me lembro de que não fui lá ainda. Que é um país que está se reconstruindo após décadas de guerra civil e que todo mundo fala português e tem muita capoeira por lá. Fiquei emocionado de novo e sei que ainda vou lá. Já tenho alguns amigos dos 5 continentes e que me aproximaram pela capoeira. Vou lá.
Durante o almoço, ainda tive várias emoções com a família. E ainda vendo o programa "Esquenta" com a Regina Casé, me reporto ao tempo que meus primos me ensinaram sobre a cultura brasileira e a musicalidade adentrar minhas veias. Samba e música popular brasileira. Agradeço aos primos e a minha família por gostar disso.
Vi vários relatos sobre recomeçar. O Grupo de samba Exaltasamba acabou após 25 anos de estrada. Sem brigar e só dando um tempo. O cantor Péricles fala que: "o melhor plano é não fazer plano".
Muito bom para a gente pensar.
Teve um relato de uma mulher linda de 43 anos que têm 5 filhos e que a muitos anos ela ficou tetraplégica! Deu a volta por cima. Contou que começou a ficar em pé, depois a andar, depois de andar sem mancar, depois ela correi e depois ficou muitos anos fora do brasil para viver. Agora ela está recomeçando, pois se separou e está feliz com suas escolhas.
Enquanto ela falava eu lembrei que em 28 de junho de 2008, eu tive um acidente e tive um AVC. Perdi a fala, fiquei limitado e me apeguei em Deus. Tive que aprender vogais, depois consoantes, depois uma frase, depois um parágrafo, depois um texto, jornais, revistas, livros e fazer um simples texto desses aonde posso me expressar! Ainda sou lento e ainda gaguejo. =) Mas estou vivo, bem e feliz. O mais difícil ainda é cantar do modo que eu fazia. Sendo mestre de capoeira, tenho que cantar nas rodas de capoeira. Sabia muitas músicas. Ainda sei! =) Só que a letra some. A melodia ainda existe. Sei as melhores músicas mas...não consigo cantar. rsrsrsrsrs.
Mas o bom é que aos poucos estou lembrando. ha...ha...ha...
A vida é bela. Eu vivo assim. Agradeço a Deus e aos que me cercam. Axé.
Yahuuuuuu!

Mestre Alex Carcará

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Feliz 2012


Dedique-se com todo empenho e boa vontade à transformação de sua vida, para que a boa saúde, o ben-estar e a prosperidade criem raízes nela. Isso deve começar pelo pequeno e só depois andar pelo grandioso.

Axé

Mestre Alex Carcará
Viva a capoeira.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mestre Paraná - Oswaldo Lisboa dos Santos

Esse é meu Avô da capoeira. O Meu Mestre Chibata (Raimundo dos Santos Filho) era aluno do Mestre Paraná na adolescência no Rio de Janeiro. Quando criança na ilha de itaparica em salvador, Mestre Chibata foi aluno do Mestre Antônio Diabo. Depois foi para Brasília e fez um grande trabalho de mais de 20 anos e mais de 200 alunos que até hoje estão entre os bambas da capoeira. Aqui está um registro que copiei do blog - http://capoeiradetodamaneira.blogspot.com/2012/01/mestre-parana-oswaldo-lisboa-dos-santos.html . Obrigado pelo registro. Axê!

Mestre Paraná - Oswaldo Lisboa dos Santos


Filho de Cândido Lísboa dos Santos e Albertina Maria dos Santos, foi registrado como Oswaldo, mas foi como Paraná (Mestre) que assinou seu nome na história.
O baiano que nasceu em 25 de Setembro de 1922, escreveu sua história com o som de seu berimbau, viajou pelo Brasil e tocou até na Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Participou da peça teatral O Pagador de promessas, em apresentações no Brasil e em Portugal.
Aprendeu Capoeira com Mestre Antônio Corró, ex-escravo baiano.
Nos anos 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro com sua esposa Maura Bastos, a quem cantou "Uma noite encontrei uma menina sentada no banco de uma escola, professor tava ensinado o ritmo de Angola, Maura traga por favor a pena pra mim escrever, esta linda melodia, que eu fiz para você(..)"
Com seu Conjunto Folclórico de Capoeira São Bento Pequeno se apresentou por várias partes do país.
Foi o único Mestre de Capoeira a possuir uma carteira da ordem dos músicos do Brasil, como tocador de Berimbau.
Mestre Paraná é também considerado Patrono do Grupo Muzenza, tendo sido o início da linhagem, pois o fundador Mestre Paulão, foi aluno deste grande mestre.
Assim como Mestre Paulão, outros mestres passaram pelas valiosas mãos de Mestre Paraná, entre eles Mestre Mintirinha, Mestre Malhado, Mestre Denis, Mestre Bira Costeleta,que foi seu primeiro aluno, Mestre Pé de valsa, Mestre índio, Mestre Gavião voador, Mestre Marreta e Mestre Polaco, que administra o perfil do Facebook em nome de Mestre Paraná.
Exímio tocador de berimbau, lançou um compacto em 1963, que hoje está disponível no Youtube, já que é muito difícil encontrar o LP para compra. A seguir alguns trechos:



Infelizmente seu berimbau se calou muito cedo, aos 49 anos de idade, no ano de 1972.

Essa matéria é uma sugestão do Mestre Alexandre Batata, a quem eu agradeço pelas carinhosas palavras e pela sua generosidade em contribuir para o meu trabalho.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Seu Teodoro morre de parada cardíaca nesta madrugada (15-01)




O mestre da cultura popular e do Bumba-meu-boi no DF e no Brasil, Seu Teodoro Freire, faleceu às 3h20 desta madrugada (15-01-2011) no Hospital Santa Helena, em Brasília. Ele estava com 91 anos e sofria de enfisema pulmonar, e já há alguns dias vinha resistindo bravamente aos revezes das saúde debilitada. Ele conseguiu, ainda em vida, a honra e o merecido reconhecimento de receber das mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do também então Ministro da Cultura Gilberto Gil, a Ordem do Mérito Cultural tornando-se uma grande referência de cultura popular na cidade e sendo reconhecido o trabalho dele como patrimônio imaterial do Distrito Federal. Seu Teodoro foi convidado no início dos anos 60 por Darcy Ribeiro (UnB) e Ferreira Gullar (Fundação Cultural do DF) a se mudar com a família para Brasília.

“Ele será cremado nesta segunda-feira (16-01) e já estamos providenciando os detalhes de seu velório”, informou consternado um dos filhos dele, Guarapiranga Freire, que nos últimos anos tem assumido a responsabilidade em continuar com o trabalho cultural do Bumba-meu-boi e do Tambor-de-Crioula de Seu Teodoro.

No último dia 10 foi aberto o período de festejos de São Sebastião, que iria até o próximo dia 20. “Com o falecimento de meu pai, teremos que cancelar toda nossa programação deste mês. Não há o menor clima de continuarmos com as festividades agora. Ficou um vazio muito grande”, explicou Guarapiranga Freire.

Sonhos não realizados

Seu Teodoro Freire, como idealista e grande sonhador, partiu sem conseguir realizar alguns de seu maiores sonhos: o primeiro e maior, era a construção da nova sede do Centro de Tradições Populares. “Esse sonho, lutaremos para tentar realizar e dependemos da garantia de recursos junto ao Governo do Distrito Federal e da iniciativa privada. Pena que não conseguimos realizá-lo em 2013, dentro das comemorações do cinquentenário do Bumba-meu-boi e Tambor-de-crioula de Seu Teodoro. Chegamos até a lançar o projeto arquitetônico das novas instalações do Centro de Tradições Populares”, relembrou Guarapiranga Freire. Segundo ele, os objetivos da nova sede são: a manutenção deste Patrimônio Cultural Imaterial do Governo do Distrito Federal, promoções de intercâmbio cultural entre Brasília -DF / Maranhão, entre outras unidades da federação, e ainda uma parceria planejada para atender os anseios da comunidade do Distrito Federal, com atenção especialmente voltada para as Escolas Públicas e Zonas rurais. “ Esse espaço em Sobradinho, que abriga todas as festas maranhenses, será transformado em museu quando o novo edifício for construído”, promete Guarapiranga Freire.

Outras paixões não realizadas de Seu Teodoro eram aparentemente ainda mais difíceis: a construção, em pleno Planalto Central, de um clube de regatas do Flamengo e uma versão local da Estação Primeira de Mangueira, a escola de samba do coração dele.

Seu Teodoro Freire

Seu Teodoro chegou à cidade em 1962, trabalhou na Unb, criou o Centro de Tradições Populares e seguiu mantendo viva a cultura do Bumba meu boi na cidade

O maranhense Teodoro Feire, conhecido como Seu Teodoro, nasceu na pequena cidade de São Vicente Ferrer, localizada a 280 km de São Luís (MS), em 1920. Desde os oito anos era apaixonado pelo cultura popular e dedica-se à tradição de sua região: o Bumba meu boi e outras paixões como o time de futebol Flamengo e sua escola de Samba, a Mangueira. Ele sempre usava um chapéu de palha com tira vermelha e preta, referência à paixão pelo time rubro-negro carioca. “Sempre recordo do dia que ganhei meu chapéu de palha, com uma tira preta, de um estudante da Universidade de Brasília. Depois, tive que colocar a fita vermelha já que não uso o preto sem o vermelho junto”, gostava de falar.

Quando menino, em épocas festivas, saía às escondidas para acompanhar os cantadores e as toadas de boi, escondido da sua mãe. Passou uma temporada no Rio de Janeiro até chegar em Brasília, em 1962.

Assim que chegou à capital do Brasil, foi trabalhar na Universidade de Brasília e após um ano criou o Centro de Tradições Populares, em Sobradinho, com o intuito de difundir e levar adiante as festas e danças dessa importante manifestação da cultura e folclore brasileiro. “É importante manter a dança do boi viva para as novas gerações”, gostava de defender.

A primeira apresentação e visita à cidade aconteceu mesmo antes de morar em Brasília. Foi no primeiro aniversário da cidade, quando veio para fazer uma apresentação. Encantou-se com o Planalto Central e veio para ficar.

O Centro de Tradições Populares, no começo, era bem simples, feito de paredes de taipa, chão de terra batida e teto de palha. Hoje, tem uma boa estrutura e reúne cerca de 75 integrantes onde faz apresentações de bumba-meu-boi, de Tambor-de-Crioula e comemora as festas de São Sebastião, São Lázaro e da Matança do Boi (essa há 49 anos). Houve também o Encontro-de Bumba-meu-Boi realizado na Funarte, em homenagem ao sempre empolgado mestre.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Falecimento de Mestre João Pequeno




Foi enterrado na tarde deste sábado, no Cemitério Bosque da Paz, o corpo do mestre João Pequeno de Pastinha, que morreu na tarde de ontem aos 93 anos. A notícia foi divulgada em uma nota publicada no perfil do Facebook de Cristiane Miranda, mais conhecida como Nane de João Pequeno, neta do capoeirista.

O mestre João Pereira nasceu no interior da Bahia e só aos 25 anos mudou-se para Salvador, quando se inscreveu no Centro Esportivo de Capoeira Angola, coordenado por Mestre Pastinha, que o apelidou de mestre João Pequeno.

Durante a festa em comemoração aos seus 93 anos o capoeirista disse: “Um lado da minha vida faz parte de Deus, que é a vida eterna, e a Capoeira é como outra parte de mim”.

Veja nota na íntegra:
Olá amigos e camaradas!!! Esta sendo um momento muito difícil!!!Mais O MESTRE JOÃO PEQUENO PASTINHA esteve sempre nos preparando, com muita simplicidade, humildade, amor e o que ele mais tem, PAZ... A paz do MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA é o que ele transmitiu para todos ao seu redor, Venho também informar que o SEPULTAMENTO SERÁ NO DIA 10/12 NO CEMITÉRIO BOSQUE DA PAZ NO BAIRRO DE NOVA BRASÍLIA depois do Barradão começa a cerimônias as 10hs da manhã o enterro será as 16hs da tarde.
NANI DE JOÃO PEQUENO( CRISTIANE MIRANDA)
SALVADOR, 10 DE DEZENBRO DE 2011


João Pereira dos Santos - Mestre João Pequeno. Aluno do Mestre Pastinha e um dos mais antigos e importantes mestres da Capoeira Angola em atividade. Pela academia do Mestre João Pequeno, no Centro Histórico de Salvador, passaram alguns dos principais angoleiros da nova geração.